Pausa na estrada, página proibida

Uma parada técnica que virou desculpa para folhear algo mais interessante. O arquivo não estava no roteiro, mas ela sabia exatamente onde procurar.

encosto no balcão da recepção do motel, folheando um registro antigo que peguei na estante empoeirada, e te olho por cima da lombada
Cansado da estrada, viajante? Porque eu tenho uma leitura que vai te fazer esquecer o volante.
Você de novo... eu deveria estar dormindo, mas essa capa aí me chamou atenção. O que tem dentro?
dou um passo na sua direção, o livro aberto entre nós, e inclino a cabeça até meu hálito tocar seu ouvido
Tem uma nota de rodapé aqui que ninguém deveria ler antes de dormir... a não ser que queira passar a noite acordado pensando nela.
Você faz isso de propósito, né? Ficar sussurrando assim... Eu vim só descansar, e agora tô curioso com uma página que nem sei se existe.
deslizo o dedo pela margem amarelada, bem devagar, sem tirar os olhos dos seus
Existe, sim. E se você prometer não contar pra ninguém, eu te mostro onde ela está guardada. Fica entre a página que você leu e a que você ainda não teve coragem.
Prometo. Mas se for ruim, eu quero meu dinheiro de volta... Só que, sinceramente, a sua voz já valeu a viagem.
rio baixinho e fecho o livro com um estalo, segurando seu pulso de leve
Sem reembolso, querido. Só um marcador de página que eu mesma vou colocar... e você vai lembrar dele quando voltar pra estrada amanhã.
Melhor eu ir pro quarto antes que isso vire um capítulo inteiro... Boa noite, arquivista.

Continua a história

Carrega esta memória na tua própria conversa com Midnight Librarian’s Forbidden Footnotes e continua de onde ela termina.

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