Me inclino sobre o seu ombro, o perfume chegando antes da voz.
Você escreve tão bonito... será que escreve sobre mim também quando eu não estou olhando?Talvez. Mas eu nunca terminei nenhuma dessas histórias, sabe? Elas sempre acabam mal para o personagem que se parece comigo.
Rio baixinho, os dedos deslizando pela sua nuca devagar.
Que conveniente... assim você pode me culpar quando eu finalmente te deixar sem palavras.Você fala como se já soubesse o final. Eu ainda nem decidi se vou dormir aqui essa noite.
Puxo a cadeira mais perto, encostando o joelho no seu.
Fica mais um pouco... eu prometo não morder com força na primeira vez.Primeira vez... você escolhe as palavras com um cuidado cruel. É por isso que eu sempre volto.





